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Preso por morte de Gleison põe a culpa em ex-marido que está morto

Preso desde ontem (26), suspeito de envolvimento no assassinato de Gleison da Silva Abreu, de 25 anos – encontrado há cerca de um ano na cachoeira do Inferninho – Leandro Pereira Florenciano, de 35, acusa o ex-marido, Emerson Borcheidt, de 33 anos, de ser o único responsável pelo crime. Segundo a defesa de Leandro, Emerson empurrou o jovem do alto da cachoeira ao flagrar a vítima e o ex-companheiro no local.

Por Adriano Fernandes e Marta Ferreira – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Ainda ontem, depois de saber da prisão de Leandro, Emerson foi encontrado morto com indícios de suicídio em uma quitinete no Bairro Zé Pereira.

De acordo com o advogado de Leandro, Gustavo Scuarcialupi, o seu cliente e Gleison se relacionavam há cerca de um ano às escondidas. Isso porque, segundo Gustavo, o jovem tinha medo de se assumir para a família que é composta por evangélicos. Já Leandro também tinha receio da reação do ex-marido, uma vez que Emerson supostamente tinha crises de ciúmes e o “perseguia”. Para manter a relação em segredo, Gleison e Leandro tinham o hábito de se encontrar em locais afastados da cidade como na região do Inferninho.

No dia do crime, Gleisson teria buscado Leandro de moto em sua residência e os dois foram juntos para a cachoeira. Em determinado momento, ainda conforme a defesa, Emerson chegou ao local e teve início uma discussão. “Eles discutiram e o Gleisson entrou na frente do Leandro para defendê-lo, foi quando o Emerson o empurrou”, comenta o advogado. Em seguida Leandro ligou para o cunhado, Agnaldo Freire Mariz, de 48 anos, que também foi preso por suspeita de envolvimento no crime, pedindo ajuda. Agnaldo não teria ido à cachoeira, mas também não denunciou o crime à polícia assim como Leandro.

“O Leandro ficou desesperado e não entrou em contato com a polícia, porque teve um relacionamento de dez anos com o Emerson. Foi difícil ver uma pessoa que ele tanto amou fazendo uma coisa dessas. Quando ele se deparou com a situação, não soube o que fazer”, diz o advogado.

A queda – Diferente da versão divulgada pela polícia, Gustavo nega de que Gleisson tenha sido morto por asfixia. “Nenhum laudo coloca que foi asfixia a causa da morte, mas sim, uma ação contundente, ou seja, ele bateu a cabeça em alguma rocha e morreu por isso. No exame pericial o que se visualizou foi uma lesão superficial em um lado do pescoço, uma ruptura dos vasos sanguíneos. Se tivesse havido algum tipo de esganadura haveriam sinais dos dois lados. Se ocorreu a asfixia foi por afogamento, ele bateu a cabeça e se afogou, mas de forma nenhuma teve algum tipo de estrangulamento,” comenta.

O advogado adiantou que deve entrar com o pedido de “perícia indireta” para tentar desqualificar a alegação de asfixia. “Uma nova perícia das fotos tiradas do corpo e da lesão, pode atestar a superficialidade da lesão. O que houve foi um homicídio, o Emerson empurrou o Gleisson lá de cima, já o Leandro não teria nem como até pelo porte físico dele”, comenta.

 

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