Secretária de empresário preso na Omertà tem prisão revogada

Teve a prisão revogada na manhã desta sexta-feira (19), a secretária Cinthya Name Belli, que acabou presa durante a terceira fase da operação Omertà, que foi deflagrada nesta quinta-feira (18) e acabou na prisão de 18 pessoas, entre elas um delegado, policial civil e empresário.

 – Midia Max

A decisão da revogação da prisão de Cinthya saiu às 5 horas da manhã desta sexta (19) e foi assinada pelo desembargador Vladimir Abreu da Silva. A defesa da secretária alegou que na segunda fase da operação o pedido de prisão temporária de Cinthya teria sido indeferido por não ter motivos suficientes para sustentar o pedido.

Sendo que nesta terceira fase da operação não há nos autos notícias de fatos novos, que poderiam motivar a prisão preventiva da secretária, que acabou tendo a prisão revogada. A defesa ainda alegou flagrante de ilegalidade por ausência dos fatos alegados.

Omertà III

Segundo o Gaeco, a ação foi realizada em conjunto com o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), com apoio do Batalhão de Choque, Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), DOF (Departamento de Operações de Fronteira), Patrulhamento Aéreo da Polícia Militar e PRF (Polícia Rodoviária Federal).

As Corregedorias da Polícia Civil e Militar foram acionadas para participar do cumprimento dos mandados de busca e apreensão devido à presença de membros de ambas as instituições. Foram presos o delegado Márcio Shiro Obara, titular da 2ª Delegacia e o investigador Célio Rodrigues, da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios).

O objetivo da terceira fase da Omertà foi de desbaratar organização criminosa atuante em Mato Grosso do Sul, especialmente na região de fronteira, dedicada à prática dos mais variados crimes. Segundo o Gaeco, são crimes como tráfico de armas, homicídios, corrupção e lavagem de dinheiro. Com isso, foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Ponta Porã, Ivinhema e, com o apoio do Gaeco de São Paulo, em Peruíbe.

Durante as investigações, foi apurado que a organização criminosa, segundo o Gaeco chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho, objeto da primeira fase da Operação “Omertà”, atuava em conjunto com a organização criminosa foco da operação deflagrada nessa quinta-feira, apoiando-se para a prática de crimes que vão desde comercialização de armas de fogo entre si, até o planejamento e execução de homicídios para a efetivação de suas ações. Durante as investigações ficou evidenciado que ambas as organizações criminosas se valiam do auxílio de agentes estatais de segurança pública.

Ainda conforme as investigações, a segunda organização citada seria chefiada por Fahd Jamil Georges, nome conhecido na região de fronteira. Ele e o filho, Flávio, contra quem haviam mandados de prisão, não foram encontrados. Seis Promotores de Justiça integrantes do Gaego e aproximadamente 200 policiais, participaram da operação.