O fornecimento de droga a um preso do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, teria motivado o assassinato de Lucas Henrique Santos Vieira, vulgo “Gato Preto”, no JardimTarumã, em Campo Grande.
Lívia Bezerra, Rodrigo Santos – Midia Max
“Gato Preto” foi assassinado no dia 8 deste mês, com tiros na nuca, nas costas, na clavícula e nas pernas, enquanto estava na piscina, acompanhado do jovem e de duas mulheres. “Caverinha”, de 24 anos, foi feito de escudo humano por “Gato Preto” e baleado naquela tarde.
Nos últimos dias, os suspeitos apontados como participantes ativos do assassinato foram presos, sendo um deles em São Paulo, por suspeita de participação indireta no latrocínio que vitimou Gian Marcelo Samaniego Ramão, no Parque do Lageado, na sexta-feira (16).
O rapaz preso em SP teria emprestado as armas para os comparsas envolvidos no latrocínio. Com a prisão, a polícia descobriu que ele teria participação ativa na morte de “Gato Preto”. Na tarde de segunda (19), outro suspeito foi preso pelo Batalhão de Choque. Assim, foi descoberto que ele teria agido juntamente com o outro rapaz naquele 8 de outubro, na casa de festas do Jardim Tarumã.
De acordo com o major Cleyton da Silva Santos, comandante do Batalhão de Choque, a dupla teria efetuado os disparos contra a vítima naquele dia. Tudo começou após “Gato Preto” fornecer drogas para um interno do Presídio de Segurança Máxima.
“Esse interno gostou da qualidade da droga e perguntou se a vítima tinha mais. A vítima teria dito que tinha mais R$ 17 mil em drogas, então o interno fez o Pix. Só que ele [Gato Preto] não entregou a droga até hoje”, explicou o major durante coletiva de imprensa.
No dia do crime, chamou atenção o fato de “Gato Preto” fazer o amigo de escudo humano enquanto a dupla efetuava os disparos na casa de festas. Contudo, as prisões e o avanço das investigações revelaram que o próprio jovem, feito de escudo humano, que também foi baleado, “entregou a localização do ‘Gato Preto’ naquele dia”.
O jovem ferido a tiros na casa de festas era acusado de tentar matar um rapaz devido a uma discussão por uma bicicleta no Parque do Lageado e estava foragido desde 18 de setembro. Inclusive, dias antes do crime no Tarumã, o jovem teria ‘desativado’ a tornozeleira eletrônica que usava, e a Justiça decretou sua prisão preventiva.
Festança que terminou em morte no Tarumã
Conforme informações apuradas pela reportagem do Midiamax, as vítimas estavam no espaço de festa desde que locaram o local, na quarta-feira (7). Ao menos dois amigos estavam com eles. Na manhã de quinta-feira (8), dia do crime, duas mulheres também foram para o local.
Durante a tarde, o grupo estava na piscina quando dois homens chegaram ao local em uma moto. Câmeras de segurança registraram a movimentação dos suspeitos, que estavam uniformizados.
Pelas imagens, também é possível ver o momento em que ocorre o crime. Os atiradores entram no salão e efetuam os disparos em direção às vítimas. As mulheres correm e as duas vítimas caem na água. Em seguida, os autores fogem. A piscina fica coberta de sangue.