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Personagem das ruas Campo Grande, Paulinho do Radinho já viveu em Bela Vista

Aos 61 anos, Paulo da Silva Baptista o – Paulinho do Radinho – morreu neste domingo (30), em Campo Grande. Ele estava intubado desde o começo de abril no Hospital do Pênfigo, após sofrer um desmaio durante uma crise de hipoglicemia.

Por Alana Portela e Paula Maciulevicius Brasil – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

A morte foi confirmada pela irmã. Paulinho era diabético e convivia com a doença há seis anos.

Figura conhecida no Centro da Capital, há 23 anos ele esbanjava alegria dançando para animar as pessoas que passavam pelo cruzamento da rua 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena.

Trajetória – Irmã, Maria que mora em Jardim, tem 62 anos, um ano a mais que o caçula dos três irmãos. Nascido em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, a família veio para Bela Vista, em Mato Grosso do Sul, quando Paulinho tinha 9 anos. Ao completar 14, ele se mudou para Campo Grande.

“A vida dele era Campo Grande, ele amava a cidade”, diz a irmã, funcionária pública. Desde que a notícia do estado grave de Paulinho se espalhou, Maria passou a sentir o carinho que a Capital tem para com seu personagem mais querido. Ela quem repassava à imprensa e aos amigos o estado de saúde do irmão.

“Ser irmã do Paulo é uma coisa assim grandiosa, ele é o nosso tesouro. Até mesmo porque ele não tem maldade. Era uma pessoa de bom coração”, diz.

O hobby do Paulinho, além do radinho, era ir ao cinema. Shopping entrava na sua lista de afazeres diários por prazer de ver um filme ou tomar um café.

Sobre o radinho, a irmã conta que foi quando ele voltou de Portugal, numa das andanças pelo mundo, que ele resolveu preencher seu espaço vago. “Ele viu as pessoas lá fazendo isso, e chegou dizendo que precisava preencher, acrescentar isso na vida dele. Começou a fazer isso, se identificou e não parou mais. Amava o que fazia”, diz.

Sempre agradecido à vida por tudo o que tinha e o que também não tinha, Paulinho deixou lições.

“Como ele mesmo falava: viver a vida e ser feliz. Era o lema dele. O amanhã só a Deus pertence, e ele viveu intensamente sem se importar com o dia de amanhã sempre pensou assim. Aprendi tanta coisa com ele, entre elas a ter esperança, a tirar o pé do acelerador. Temos que viver muito, muito mesmo e intensamente. Amar muito, perdoar e respeitar. É isso aí”, finaliza Maria.