Elaine Cristina Silva dos Santos, 38 anos, batalha há 3 anos para conseguir os medicamentos: Topiramato e Clobazam, indicados para a filha de 11 anos, Heduarda Sofia Silva dos Santos Sousa, que faz tratamento para o autismo e a epilepsia em Campo Grande. Segundo ela, a Casa da Saúde não oferta ambos os medicamentos, que deveriam ser garantidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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Heduarda faz terapia, consultas, frequenta a escola da Apae e a mãe é a única responsável por toda essa rotina. Como a mãe não consegue trabalhar diariamente, a vida das duas não é nada fácil. Os medicamentos custam em média R$ 100 por mês.
A mãe destaca que a dificuldade piorou ao início da pandemia, em 2020, que prejudicou a distribuição dos medicamentos.
“Ela toma remédio para epilepsia e não pode ficar sem. Faz três anos que não consigo o remédio na Casa da Saúde. Entrei na Justiça para ver se consigo.”
Além dos remédios, a filha precisa de fraldas, e devido ao custo alto, Elaine está promovendo uma rifa. Cada nome está R$ 5. São 50 números e ela já vendeu 26.
Agora, a esperança da moradora da região do Anhanduí, em Campo Grande é de que consiga vender todos os nomes, para adquirir as fraldas.
A dona de casa explica que, por conta dessa falta dos remédios, precisa pedir ajuda de amigos e até desconhecidos, colocando em rede social e demais lugares, por saber que sua filha necessita muito para continuar todo o tratamento.
A mãe contou que a filha tem autismo desde os 4 anos e a epilepsia surgiu aos 7 anos. Os problemas de estômago e intestino são recorrentes desde o nascimento e a tireoide foi descoberta há três anos.
Quem quiser ajudar pode procurar Elaine através do telefone (67) 99830-2544.
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) não se pronunciou sobre a falta de medicamentos até o fechamento desta matéria.