Reinaldo pede a Jair Bolsonaro pacto pelo fechamento das fronteiras

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Prestes a iniciar a campanha no segundo turno das eleições, o governador e candidato à reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB) confirmou na tarde desta segunda-feira (8) ter encaminhado documento ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) –a quem apoiará na reta final da disputa– no qual solicita o fechamento das fronteiras de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, de forma a combater a criminalidade. O anúncio foi feito em coletiva na sede do Diretório Regional do PSDB, em Campo Grande.

Humberto Marques – Campo Grande News

 

“Estou entregando um documento ao presidenciável Jair Bolsonaro, que faz parte da nossa coligação, que já entreguei à Dilma (Rousseff) e ao (Michel) Temer e nada aconteceu, pedindo o fechamento das fronteiras, para blindar as fronteiras de Mato Grosso do Sul. É uma obrigação do governo federal”, afirmou Reinaldo.

“Bolsonaro tem simpatia por esta causa. A segurança pública é uma causa do país mas, em nível federal, abandonaram as fronteiras. Queremos a presença das forças federais na fronteira, com Mato Grosso do Sul ajudando. O Estado já faz um bom trabalho, mas com as próprias pernas. Se tiver o apoio do governo federal vai ampliar muito a segurança pública em favor do Estado”, prosseguiu o governador.

Reinaldo reiterou que o PSL, partido de Bolsonaro, integrou sua campanha nas chapas proporcionais, sendo também apoiado durante o primeiro turno –ao lado do tucano Geraldo Alckmin. “Sempre dissemos que tínhamos dois candidatos a presidente, o Geraldo e o Bolsonaro. Nosso apoio ao Bolsonaro é simplesmente a manutenção do que fizemos no primeiro turno”. O governador reiterou que o PSL elegeu considerado número de deputados federais e estaduais. “Fez bancada conosco e faz parte da coligação, trabalhamos para isso”.

Além de Bolsonaro, Reinaldo chega ao segundo turno com o compromisso de apoio do PSD do prefeito Marquinhos Trad e do deputado federal Fábio Trad, que reforçam o discurso sobre necessidade de projetos para combate a corrupção e melhora da segurança pública.

“Bolsonaro tem simpatia por esta causa. A segurança pública é uma causa do país mas, em nível federal, abandonaram as fronteiras. Queremos a presença das forças federais na fronteira, com Mato Grosso do Sul ajudando”

Resultados – Reinaldo considerou que os 576.993 votos obtidos, ou 55,61% do total, foram uma “vitória expressiva em uma campanha duríssima de acusações, disputada, em que a responsabilidade prevaleceu e tivermos o apoio maciço da população”. Segundo ele, no segundo turno será “um contra o outro”. O adversário, Odilon de Oliveira, totalizou 31,62% dos votos (408.969).

“Gestão pública não tem milagres, tem atitudes, como as que fizemos em três anos e dez meses que nos posicionou no primeiro turno”. Segundo ele, tais credenciais ajudaram à coligação Avançar com Responsabilidade a eleger 17 deputados estaduais e seis federais, além de um senador oficialmente –Nelsinho Trad (PTB). Soraya Tronicke afirmou manter uma campanha independente, mas Reinaldo aposta em manter o apoio do PSL no Estado.

Ainda segundo o governador, as conversas com outros partidos e lideranças já foram retomadas. “Com certeza vamos ampliar o número de partidos que estarão conosco, fortalecendo a campanha no segundo turno”.

Análise – Segundo Reinaldo, sua votação ficou dentro do esperado pelo PSDB. Contudo, no fim da campanha, ele afirma que houve um crescimento das campanhas de Humberto Amaducci (PT), “que tinha praticamente 5% das intenções de voto e teve quase 11%”, e um crescimento do MDB de Junior Mochi, “que vinha entre 5% e 6% nas pesquisas e teve quase 12%. As pesquisas indicaram os votos que teríamos, mas esse crescimento empurrou esta para eleição para dois turnos, e estamos confiantes na vitória”.

Além da busca de mais aliados, Reinaldo afirma que pretende visitar municípios nos quais não conseguiu estar no primeiro turno, além de “manter a vigilância nos grandes colégios eleitorais e manter a força dessa base política”. A tônica inclui, ainda, manter a defesa do legado da atual administração.

“É um governo de responsabilidade, que não deixou o Estado quebrar, diferente da maioria dos demais. Estamos com as contas em dia, presente nas 79 cidades, com vitória em 68 municípios e com ações de habitação, saneamento, infraestrutura, esporte e cultura, um governo que apoia os municípios, a população”, finalizou.

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