Preso por assediar alunos, professor oferecia até R$ 50 por exposição virtual

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Professor de História preso na manhã desta segunda-feira (22) por assediar alunos de escola municipal de Campo Grande oferecia até R$ 50 para que meninos adolescentes se exibissem virtualmente. O profissional de 34 anos presta depoimento à polícia nesta tarde.

Aliny Mary Dias e Clayton Neves | Foto: Henrique Kawaminami – Midia Max

Responsável pela investigação, delegado Paulo Sérgio Lauretto da DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), disse ao Jornal Midiamax que a investigação começou há uma semana. O caso chegou à polícia por meio de denúncia anônima.

O professor que era formado em História, mas lecionava como educador substituto na escola municipal, foi preso em casa, na Vila Popular. Mandado de prisão preventiva foi emitido pela Justiça depois dos policiais ouvirem adolescentes que comprovaram os assédios, ocorridos entre os meses de abril e novembro de 2017.

O delegado conta que quatro meninos, com idades entre 14 e 17 anos, confirmaram que foram assediados pelo professor, um deles, de 15 anos, chegou a ser surpreendido pelo profissional no banheiro da escola.

Os alunos contaram à polícia que depois de terem aulas com o professor, começaram amizade virtual com ele por rede social. O professor procurava os meninos no bate-papo e pedia para que cada um deles enviasse vídeos nus. O professor também enviava imagens pornográficas para os adolescentes.

Na tentativa de incentivar os alunos, o professor oferecia de R$ 40 a R$ 50 para os meninos. À polícia, nenhum deles afirmou ter enviado vídeos ou se exibido nu. O adolescente que disse ter sido surpreendido pelo professor no banheiro chegou a ser tocado pelo profissional, mas afirmou que esse foi o único assédio que sofreu.

Preso, o professor presta depoimento ao delegado nesta tarde e será indiciado pelo crime de exploração sexual. Na casa dele, policiais apreenderam celular e computados que já foram repassados para a perícia da Polícia Civil.

Ainda segundo a polícia, após perícia nos equipamentos, é possível que novas vítimas sejam identificadas.

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