Pré-candidatos a prefeito apostam em eleição virtual, cuidado redobrado e criatividade

A pouco mais de três meses da data em que os eleitores iriam às urnas, pré-candidatos a prefeito de Campo Grande avaliam que o pleito eleitoral dará destaque às redes sociais e tratá o desafio de espalhar a mensagem para os eleitos, em meio a tanto barulho virtual.

e  – Midia Max

“Acredito que será um grande desafio fazer nossa proposta chegar a todos. Será uma campanha mais pelas redes sociais, reuniões e reprodução de apoios sem muitos contatos presenciais”, afirmou o deputado Pedro Kemp, candidato ao Paço Municipal pelo PT.

O parlamentar ressalta que os cuidados com a saúde, por causa da pandemia de Covid-19, terão de ter ser observados “com muita responsabilidade” e acredita que a campanha eleitoral de 2020 será de “criatividade”.

Do PSL, o vereador Vinicius Siqueira, que também é pré-candidato, concorda que a eleição será “muito mais virtual do que as outras”, uma vez que os candidatos terão muito cuidado ao sair nas ruas.

“Mas o foco ainda não deve ser eleição, Campo Grande tem um número muito baixo de respirador para a quantidade de pessoas”, afirmou o parlamentar a respeito da pandemia.

Sem aperto de mão e aglomeração

Na terça-feira (30), o prefeito Marquinhos Trad (PSD) e o deputado Márcio Fernandes (MDB), avaliaram o cenário atual, entre incertezas e preocupação em relação às eleições.

O atual chefe do Executivo municipal afirmou que espera “prudência e sensatez” na decisão dos parlamentares e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), quanto à nova data e métodos do pleito eleitoral deste ano.

Márcio Fernandes também aposta em uma eleição “diferente de todas que já existiram” ao excluir situações típicas em campanha eleitoral: abraços, apertos de mão, aglomeração, tudo que a pandemia impediria.

Uso de máscaras também é uma barreira que pode dificultar no reconhecimento de pessoas como ele que, apesar de ser deputado, não está 24 horas em contato com a população, vantagem, citada por ele, de Marquinhos Trad.

PEC (Proposta de Emenda à Constituição) prevê adiar as eleições, que seriam 4 de outubro, para 15 de novembro. Se houver segundo turno, a data seria 29 do mesmo mês – o texto já foi aprovado no Senado e aguarda acordo para aprovação na Câmara dos Deputados.