Para conseguir recursos de editais, MS precisa de formação na área de audiovisual

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Nadja explica que que o abaixo-assinado é importante para mostrar que há demanda interessada na qualificação (Henrique Kawaminami/Midiamax)

No Mato Grosso do Sul, vários pontos contribuem para um mercado de audiovisual travado. Recursos e incentivos, falta de qualificação e público são um dos principais aspectos que fazem os profissionais desta área viverem uma certa frustração. Este cenário acabou virando um bola de neve com o passar dos anos e, por consequência, gerou insegurança de todos os lados.

Mariana Lopes – Midia Max

Atualmente, os profissionais de audiovisual vivem em um dilema no mercado: há editais, porém é necessário um número maior de projetos e que eles sejam mais competitivos. Existem produtores, mas faltam cursos de qualificação. E no meio disso, há uma turma desanimada e cansada de quase ter de pagar para tirar um projeto do papel.

Mas a boa notícia é que esta situação está prestes a mudar o roteiro. Existe uma política de regionalização criada pela ANCINE que prevê que 30{31baeec2d7e670693bd21e4bc22c63494147b7e886d9b88716f95cd1d0ee147e} de toda verba liberada para o audiovisual no Brasil seja destinada aos estados do chamado CONNE, ou seja, aos que pertencem às regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Carência de profissionais

Contudo, a distribuição desta verba é disputada e quem leva a grana são os autores dos melhores projetos. Segundo a atriz e produtora de audiovisual Nadja Mitidiero, Mato Grosso do Sul não tem conseguido aproveitar esse incentivo como poderia. “Existe atualmente uma enorme carência no que tange à formação dos profissionais da área”, explica.

Pensando nesta problemática, Nadja, junto com o grupo MS Cine, do qual ela faz parte, montaram um abaixo-assinado solicitando cursos de qualificação profissional, como roteiro, elaboração de projetos e produção audiovisual.

Este documento, que pretende colher pelo menos 100 assinaturas, será enviado à Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo) e ao Sebrae, para mostrar que há demanda interessada em fomentar o cenário e investir em qualificação.

“A unica maneira de quebrarmos este ciclo é investindo na formação desses profissionais, cujos projetos começarão a ser aprovados e produzidos no Estado. Com a verba recebida dos projetos será possível movimentar a economia criativa de Mato Grosso do Sul”, descreve Nadja na explicação do abaixo-assinado.

Para participar do abaixo-assinado, basta clicar AQUI e deixar os seus dados, como nome, sobrenome e e-mail.

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