Ouvido nesta segunda-feira (24), Eder Lincoln Gonçalves da Cunha, que atirou contra o filho durante uma briga no último sábado (22), afirmou que a vítima exigia R$ 200 mil para fazer medicina no Paraguai. No dia do crime, ele teria atacado o pai, que conforme a defesa de Eder, atirou com o intuito de assustar o filho. O rapaz foi atingido, socorrido e encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande, mas não aguardou atendimento médico.

Dayene Paz – Midia Max

Eder se apresentou nesta segunda-feira na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande – com a arma usada no crime, onde foi ouvido pela delegada Daniella Kades. Em interrogatório ele confessou que atirou para assustar o rapaz, que estava em um momento de fúria contra o pai. “Ele relatou que mesmo após ferido pelo tiro, o filho o atacava e chegou a pegar facas, mas foi contido pelo pai, que resolveu sair do local quando a vítima relatou que havia chamado a Polícia Militar”, explicou Daniella.

Daniella Kades aguarda laudos e segue com oitivas. (Foto: Leonardo de França)

Após, Eder fugiu em uma caminhonete e seguiu até a cidade de Sidrolândia na casa de familiares, onde fez contato com o advogado José Roberto da Rosa. Depois de ser ouvido pela delegada, o suspeito foi liberado.

A Polícia Civil deve ouvir testemunhas e familiares nos próximos dias, também tentar acesso às câmeras de segurança do local onde aconteceu o crime.