MPE recorre e acusada de torturar criança de 4 anos em magia negra volta à cadeia

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Acusada de torturar criança volta à cadeia Foto: André de Abreu

Decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de MS

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul cassou a decisão que pôs em liberdade provisória uma das mulheres suspeitas de torturar uma criança de apenas quatro anos em rituais de magia, em fevereiro do ano passado, em Campo Grande. O crime chocou a população e foi destaque até no noticiário nacional.
A decisão, da 3ª Câmara Criminal do TJ, foi dada na última semana de janeiro, segundo o Ministério Público, e após a sessão foi expedido o mandado de prisão, que já foi cumprido.
Como trata-se de um caso grave de violência contra uma criança, o processo está em segredo de Justiça, e o nome dos réus não serão divulgados a fim de não identificar a vítima. Sabe-se que à época do crime, um casal – ele 45 e ela 31 anos, e outras duas pessoas foram presas por tortura qualificada e abandono de incapaz.
O pedido para o retorno à prisão de uma das criminosas, partiu do Ministério Público Estadual. Segundo a promotoria, a acusada teve a prisão preventiva decretada ainda no curso da investigação policial, por ordem da 7ª Vara Criminal. Porém, ainda na fase de instrução criminal, o mesmo juízo entendeu que não haviam mais requisitos para a prisão preventiva e a soltou, sob aplicação de medidas cautelares.
Ainda segundo o MPE, todos os depoimentos foram colhidos, e para o julgamento restam apenas o laudo pericial e apreciação do juízo de alguns pedidos probatórios feitos pela promotoria.

O crime

Um casal foi acusado de torturar e agredir fisicamente uma criança de 4 anos de idade por vários dias, durante rituais de magia negra. Os acusados são o tio-avô e tia avó, que tinham a guarda da criança.
Conforme a polícia, o menino era agredido com queimaduras com cachaça fervente e bitucas de cigarro, socos e pancadas. Exames mostraram que, na ocasião do crime, o pequeno sofreu pancadas no saco escrotal e teve unhas arrancadas. Além das agressões, em muitas situações o menino ficava amarrado dentro da casa, na Rua Maracaju, no centro da Capital. Os acusados justificam que agrediam a vítima pois estavam possuídos por uma entidade espiritual.
À época os suspeitos disseram que os rituais era para trazer prosperidade e as sessões aconteciam de três a quatro vezes por semana.

Fonte: topmidianews.com.br

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