Em sessão de tortura, grupo armado rouba R$ 10 mil de sacoleiros em van

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rupo de sacoleiros foi roubado por três ladrões armados na madrugada desta quinta-feira, na região das Moreninhas, em Campo Grande. As vítimas foram rendidas, amarradas com abraçadeira (enforca-gato) e agredidas com socos, chutes e coronhadas. Os bandidos levaram R$ 10 mil em dinheiro, celulares e documentos. A suspeita é de que tinham informações privilegiadas sobre a rotina das vítimas e horário das viagens.

RENAN NUCCI

Pela manhã, os sacoleiros estavam na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga para registrar boletim de ocorrência. Segundo empresária de 29 anos, responsável pela van que levaria os comerciantes para a fronteira com o Paraguai, os ladrões a chamaram pelo nome. “Tudo indica que sabiam muita coisa sobre nós, pois ficaram nos esperando e vieram pedindo direto o dinheiro”, disse a mulher.

Ela relata que a van era ocupada ao todo por seis adultos e uma criança. O grupo saía da casa dela, nas Moreninhas, quando no acesso ao Santa Felicidade, por volta das 03h30, foi abordado. Um dos ladrões, armado, surgiu na frente da van em uma curva. Quando o veículo parou, um Corsa Wind prata com outros dois assaltantes bloqueou a passagem. O trio anunciou o roubo, rendeu os sacoleiros e deu início à verdadeira sessão de tortura.

“Um deles estava bastante violento e agredia a todos. Os demais estavam mais calmos e falavam que queriam apenas o dinheiro. Fiquei assustada, porque além de saber meu nome, também sabiam o nome do meu filho e tinha a informação de que meu celular era rastreado”, disse a empresária. Os dois autores pegaram o dinheiro e tinham a intenção de deixar celulares e carteiras com documentos, mas aquele que estava agressivo se recusou.

Depois de amarrar e agredir as vítimas, as jogaram em um terreno baldio, como forma de atrasar qualquer denúncia. Em seguida fugiram, tomando rumo ingorado. Um dos passageiros da van, comerciante de 38 anos, levou várias coronhadas na cabeça e sofreu corte. Enquanto chegava ao local de embarque, percebeu que os criminosos já estavam por lá. “Eu os vi esperando no caminho, mas não imaginava que iam nos assaltar”, disse.

O homem relatou que, apesar de não fazerem ameaças de morte, a violência de um dos bandidos foi o suficiente para deixar todos aterrorizados, já que o comportamento dele parecia imprevisível. “Bateram na gente por nada. Eu mesmo não cheguei a reagir e apanhei bastante. Deram coronhadas e mim e socos e chutes nas outras pessoas”, pontuou. Não é descartada a hipótese de que as informações tenham sido repassadas por outros sacoleiros.

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