Bolsonaro defende CLT ‘diferente’ para trabalhador rural, com menos folgas

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O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, discutiu, durante sabatina ao programa Roda Viva, da TV Cultura, os caminhos para combater o desemprego na área rural. Para Bolsonaro, uma versão “diferente” da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que não previsse folgas remuneradas com a mesma frequência da área urbana, seria um caminho para estimular as vagas no agronegócio.

Veja – foto: Roda Viva

“É difícil ser patrão no Brasil. Eu poderia ter uma microempresa comigo, mas, dadas as condições que existem na lei, você é desestimulado para isso. Acho que, no campo, a CLT tinha que ser diferente. O homem do campo não pode parar no Carnaval, sábado, domingo e feriado. A planta ali vai estragar, ele tem que colher. E fica oneroso demais o homem do campo observar essas folhas nessas datas, como existe na área urbana”, afirmou.

A fala se insere no contexto de declarações recentes do deputado, com uma visão liberal sobre as políticas de trabalho e emprego. Em maio, durante uma palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Bolsonarodisse que flexibilizar a legislação trabalhista pode reduzir os direitos dos empregados, mas teria poder para melhorar a situação do desemprego no país. “Aos poucos, a população vai entendendo que é melhor menos direitos e [mais] emprego do que todos os direitos e desemprego”, disse.

Além de leis que considera excessivamente abrangentes, Bolsonaro também argumentou que “o que está reduzido emprego é a mecanização”, contra a qual não haveria o que fazer. “Essas pessoas têm que ser treinadas para fazer outra coisa”, defendeu, questionando também multas “excessivas” por parte de órgãos de controle ambiental.

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